Tudo começa com a matemática básica…
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Tudo começa com a matemática básica…

Poliedro

08 Dezembro 2015 | 16h36

Comece a construir uma casa pelo telhado. Construa um automóvel tendo como componente inicial o motor. Faça um bolo sem ter em mãos os ingredientes básicos necessários como ovos, leite, fermento ou farinha. Desafios como estes não devem ser lançados, pois atentam contra a lógica e a estrutura de construção formal do pensamento e, na sequência dos mesmos, das ações humanas.

O estudo da matemática e de praticamente todas as disciplinas trabalhadas nas escolas segue uma lógica de construção gradual dos saberes, que tem como propósito permitir que cada degrau seja superado no devido momento, escorado de forma segura, para que os próximos passos nesta escalada possam acontecer.

É pouco provável que, sem o domínio dos conhecimentos basilares da matemática, qualquer estudante consiga entender e aplicar saberes mais complexos desta tão poderosa e importante linguagem.

Professor writing mathematical equation on blackboard

Sem conseguir emplacar a matemática básica, e ao entrar em contato com novos cálculos, fórmulas e raciocínios mais elaborados, os alunos passam a sentir até mesmo rejeição ou repulsa pela matéria. O que deveria encadear um processo de compreensão, aplicação e uso das ferramentas matemáticas na vida cotidiana das pessoas, ou seja, o processo de ensino e aprendizagem que lida com estes saberes, ao não proporcionar o andamento esperado no sequenciamento dos conteúdos dá origem a um distanciamento e a resultados que fazem com que os brasileiros ocupem há anos os últimos lugares em exames internacionais como o PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos).

Na edição de 2014 do PISA, por exemplo, cujos resultados foram divulgados em 2015, os brasileiros ficaram novamente entre os lanterninhas em matemática (e não só nesta área do conhecimento, pois infelizmente também ocupam as últimas posições em leitura e ciências). Entre 65 nações que foram avaliadas, o Brasil ficou na 58ª posição em matemática, na 59ª em ciências e foi um pouco melhor em leitura, conquistando a 55ª posição.

Para um país que pretende ocupar lugar de destaque no cenário mundial e avançar na direção das mais evoluídas economias do mundo, a repetição desses índices ruins há mais de uma década, com pouca ou nenhuma melhoria evidenciada, indica que há muito o que fazer.

As respostas podem, no entanto, ser bem simples e acessíveis, sem custos exorbitantes, com o uso de ferramentas já disponíveis e algum investimento em apoio direto aos alunos.

O Poliedro, por exemplo, tem materiais específicos com foco em matemática básica para alunos e unidades parceiras, que utilizam seu sistema de ensino e que, complementadas com aulas de apoio no início do período letivo, após a aplicação de avaliações diagnósticas já em fevereiro de cada ano, permitem orientar os alunos na busca de apoio dos monitores nos colégios ou aulas particulares fora da escola.

Estudantes fazem prova da segunda fase da Olimpíada de Matemática do Poliedro

O importante nesse caso é que o tempo seja utilizado a favor do aluno. Aulas em contra turno, com especialistas que já sabem quais são as maiores fragilidades dos alunos em matemática a partir dos exames diagnósticos, e que contem com material focado nos conhecimentos basilares, constituem remédio necessário contra o mal rendimento nos novos conteúdos, mais aprofundados, a serem ensinados adiante no ano letivo.

Além disso, há também a recomendação por meio do aplicativo P+, disponível para alunos que estudam em unidades Poliedro ou parceiras, com recomendações de estudos em matemática e em todas as demais áreas do conhecimento. Estas recomendações focam nos pontos de maior dificuldade, auferidos a partir da aplicação de exames simulados e aplicados ao longo do ano. Por exemplo, alunos que apresentam dificuldades em equação do segundo grau ou em funções trigonométricas são orientados a assistir vídeos curados, selecionados por equipe de especialistas, disponibilizados pela Khan Academy, pelo YouTube Edu ou pelo próprio Poliedro, através de seus vídeos do Zoom Poliedro. A esses alunos podem ainda ser sugeridas animações, simulações, exercícios, além de, é claro, a localização em seus livros dos pontos em que podem encontrar as explicações relacionadas às dúvidas e dificuldades que apresentaram.

O primordial, no entanto, é que a matemática básica seja rapidamente contemplada com explicações e todos os outros recursos para que o rendimento possa ser recuperado o quanto antes. Outra ação importante para aproximar os alunos da matemática, que é regularmente usada pelos docentes da área, é fazer com que exemplos do cotidiano sejam referência para o aprendizado. Isso é muito eficaz para o ensino da matemática, pois permite que os estudantes compreendam os raciocínios a serem feitos e, também, percebam a presença desta nobre área do saber em suas vidas.

 

João Luís de Almeida Machado

Supervisor pedagógico em Tecnologia Educacional do Sistema de Ensino Poliedro e curador do projeto YouTube Edu.

 

Todos os projetos e exemplos mencionados neste blog referem-se às Unidades-Sedes do Poliedro.