Sugestões e práticas para a introdução de tecnologias nas escolas
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Sugestões e práticas para a introdução de tecnologias nas escolas

Poliedro

16 Fevereiro 2016 | 14h55

Uma questão importante para as escolas no princípio do ano letivo refere-se ao uso de tecnologias novas incorporadas ao acervo de ferramentas oferecidos pela escola. A contratação de novos serviços ou a disponibilização de recursos a partir de iniciativas da própria escola ou do sistema de ensino que lhes oferece produtos deve sempre ser comunicada, gerar ações de formação para os usuários contemplados por estas novas tecnologias e, principalmente, estar relacionada às necessidades, ações e projetos desenvolvidos pela escola.

Impor soluções que não foram devidamente estudadas por um grupo de pessoas, envolvendo principalmente os interessados diretamente no uso de tal ou qual tecnologia, com testes prévios e análise de funcionamento e resultados é, verdadeiramente falando, um autêntico “tiro no pé”. Por isso, ainda que os vendedores dessas facilidades digam maravilhas em relação às mesmas, qualquer contratação depende dessa aferição múltipla antes de ser contratada.

Tendo sido comprada uma solução ou serviço, é preciso garantir a entrega. Isso significa verificar se as condições técnicas da escola, em especial equipamentos e redes, correspondem às necessidades dos recursos contratados.

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Estas são etapas anteriores a qualquer implantação. Nas Unidades Sedes do Poliedro são etapas obrigatórias e que levam a negociações, em caso de interesse pelos produtos ou serviços, que podem se estender por alguns meses antes de se efetivar a aquisição. Para o fechamento de qualquer contrato, é claro, também são consideradas as condições comerciais e negociado o preço. No entanto, o fundamento principal relaciona-se à aplicabilidade, à utilidade daquilo que está sendo contratado, se será de fato útil para a aprendizagem e o desenvolvimento do trabalho escolar para os usuários que irão utilizar tal recurso.

Como desenvolvedores de recursos de tecnologia, os departamentos de TI (Tecnologia e Inovação), TIC (Tecnologia da Informação e Comunicação) e TE (Tecnologia Educacional) testam os produtos externos e internos durante algum tempo, o qual seja necessário, antes de levá-lo ao usuário final.

Ao disponibilizar como ferramenta para professores, alunos, familiares ou gestores de escolas, o caminho percorrido anteriormente garante que tal produto ou serviço é de interesse, funciona bem, está adequado aos pormenores tecnológicos de infraestrutura oferecidos em nossas escolas e que, principalmente, atende à demanda dos grupos que irão utilizar tais recursos.

A plena utilização, no entanto, depende essencialmente da escola, ou seja, da unidade que contratou estes ferramentais.

Comunicar de forma plena, atingindo os públicos-alvo, com elementos distintos como comunicação visual na escola (banners, folhetos, cartazes) ou fora da escola (com outdoors, por exemplo), palestras ou comunicação oral direta aos usuários (para os alunos em sala de aula; professores em reuniões com a coordenação; pais no próprio ato de matrícula ou em encontros agendados), ou ainda contando com formações oferecidas pelos provedores dos serviços e produtos, são de grande importância.

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O que garante, no entanto, a permanência e a pertinência de um aplicativo como o P+, o uso dos materiais em formato digital ou o acesso a serviços e produtos no portal é, além da comunicação e dos processos formativos, a sensibilização para o uso.

Os professores, como usuários dessas ferramentas, atingem os alunos ao criarem atividades relacionadas a este uso, promovendo entre os estudantes, nativos digitais, acesso aos mesmos e a familiarização em relação às facilidades oferecidas e às possibilidades existentes em tais ferramentas.

Como disseminadores, os professores precisam que a escola tenha em seu quadro profissionais disponíveis para auxiliar, orientar o uso para fins pedagógicos, ajudar no processo de inserção destas tecnologias ao planejamento e ao cotidiano. Acima de tudo, que esses profissionais sejam compreensivos e entendam as diferenças entre os docentes, respeitando o ritmo de cada um nesta inserção.

Os usuários, aos poucos, se apropriarão das ferramentas na medida em que estas se revelarem úteis. Depois disso, farão parte da rotina e não mais sairão de seu cotidiano. Ter profissionais de TE (Tecnologia Educacional) atuando junto aos professores e também aos demais grupos de interesse (pais ou responsáveis, gestores e alunos) facilita o acesso, promove o uso, gera satisfação e melhora a imagem da escola perante a comunidade, seja pelo atendimento especializado ou pela incorporação das tecnologias de forma inteligente e apropriada às necessidades e interesses educacionais de toda a comunidade atendida.

João Luís de Almeida Machado

Supervisor pedagógico e curador do projeto YouTube Edu

 

Todos os projetos e exemplos mencionados neste blog referem-se às Unidades Sedes do Poliedro.