Celular como ferramenta pedagógica: um grande desafio!

Liceu Jardim

11 Agosto 2017 | 23h23

O desenvolvimento humano sempre foi acompanhado pelo progresso das novas tecnologias – o fogo, a roda, a imprensa, a lâmpada, o telefone – , pois o homem sempre buscou ferramentas que o auxiliassem nos desafios de sua vida.

Hoje, mais do que nunca, vivemos num mundo cercado de tecnologias de ponta; satélites, internet, tablets e celulares nos colocam em contato com o mundo em questão de segundos.

Nessa última década, toda essa tecnologia invadiu o espaço escolar com seus prós e contras. Nossos estudantes, que não conheceram o mundo sem o advento da era digital, têm o universo na palma da mão. Com um simples toque, são capazes de acessar as mais diversas e complexas informações.

Se, aqui no Brasil, o uso do celular na sala de aula é um desafio, em algumas escolas europeias, o celular já é realidade como ferramenta didática.


Em setembro passado, tive a oportunidade de visitar o colégio de ensino médio Tikkurilla Upper Secondary School, em Vantaa, na Finlândia. Ali, num país cuja ensino é tido como um dos melhores do mundo, professores se deparam com o imenso desafio de usar o celular em sala de aula sem que o aluno perca o foco naquilo que está aprendendo.

Em algumas escolas brasileiras, o celular é proibido de circular nas mãos dos estudantes. No Liceu Jardim, as salas de aulas possuem espaços apropriados, denominados “colmeias”, onde os alunos devem deixá-lo durante o período de aulas. Assim, os aparelhos ficam desligados e “guardados”. Tal combinado tem surtido efeito pois, dessa forma, os alunos ficam longe da tentação ou da tentativa de usar o aparelho durante as aulas, evitando que atrapalhe a concentração.

É obvio que precisamos encontrar uma maneira de aliar os smartphones à rotina escolar. E isso ocorre em algumas aulas. Com a devida supervisão dos professores, os alunos utilizam o aparelho para realizar trabalhos com fotos, vídeos ou pesquisas orientadas. Esse tipo de atividade é um sucesso entre os estudantes e se torna uma importante fonte de motivação para o alunado.

Hoje, em nossas escolas, o que está posto é o grande desafio de que os professores descubram maneiras de aliar essa ferramenta ao mundo educacional e que crianças e jovens façam, de maneira consciente, o bom uso desta ferramenta digital.

Ana Claudia Bertolani de Andrade é pedagoga e psicopedagoga. Atua como diretora pedagógica do 2º ao 5º ano, no Liceu Jardim. Trabalhou mais de 20 anos como professora no ensino fundamental. É fundadora do Instituto Monsenhor Antunes, entidade sem fins lucrativos, que atua na área de acolhimento, cidadania e inserção social de crianças, adolescentes e adultos.