Política boa se faz na escola: eleição do Grêmio Estudantil no Colégio Jardim Anália Franco.
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Política boa se faz na escola: eleição do Grêmio Estudantil no Colégio Jardim Anália Franco.

Colégio Anália Franco

05 Abril 2018 | 18h48

Como mostrar aos alunos a importância da política nas organizações? Como resgatar o valor e a importância da política para nossa sociedade? Como incentivar a participação individual e coletiva? Como ter um espaço democrático diário na escola? Enfim, foram estas inquietações e outras tantas que incentivaram a concretização do Grêmio Estudantil do Colégio Jardim Anália Franco.

Esta ação pedagógica visa potencializar a voz do jovem no ambiente escolar, direcionar caminhos de atuação positiva, capacitar à prática política saudável, instigar o diálogo institucional, além de ampliar o espírito de pertencimento ao ambiente escolar e continuar com a dinâmica de uma escola viva, em que os alunos sejam protagonistas de sua própria vida escolar, com apoio de toda equipe pedagógica.

O protagonismo juvenil emana do desejo de ser presente em sua realidade e é na escola que esta característica deve ser incentivada e alimentada com direcionamentos construtivos permitindo aos jovens experiências e vivências para posteriormente atuar de forma positiva no mundo em que vivem.

Em  2017 com intuito de preparar espaço fértil no ambiente escolar e inquietar os alunos a esta vivência, trouxemos os alunos mais perto da coordenação pedagógica, permitindo-os participar do processo formativo com reuniões, coleta de sugestões, projetos diversos de iniciativa estudantil, dentre outros.

Com o solo preparado, começamos a semear valores e atitudes como: autonomia, diálogo, responsabilidade, organização, proatividade, escuta atenta, enfim… O protagonismo tão falado e que, no Anália, é efetivamente trabalhado.

As etapas para início da gestão do Grêmio Estudantil foram as seguintes:

  1. Promoção das ideias sobre o Grêmio Estudantil: importância, formas de participação, formas de apoio, desafios inerentes à prática estudantil etc.
  2. Montagem das chapas/partidos: preenchimento de formulário próprio com os representantes, propostas da equipe, compromisso firmado pelos interessados. Os interessados protocolaram na secretaria do colégio, de maneira “formal” os formulários, demonstrando a seriedade para a atividade e o atendimento ao processo burocrático organizacional.
  3. Campanhas eleitorais: as chapas/partidos prepararam vídeos e painéis que foram disponibilizados nos intervalos para que todos os alunos do EFII e EM pudessem conhecer as propostas de ação de forma dinâmica e interativa. Outra forma de intensificar as campanhas foi a permissão de que cada chapa apresentasse nas salas de aula suas propostas, além de esclarecimento de dúvidas nos intervalos com a típica campanha “corpo a corpo” nos períodos eleitorais.
  4. Sistema de votação: de forma digital, através de um aplicativo, duas chapas entraram na disputa estudantil: PSFC (Partido Somos Fortes Conjuntos) e PE (Partido dos Extraordinários). A eleição ocorreu com a agilidade e responsabilidade de todos: mesários, equipe de cobertura do evento, preparação dos eleitores, urna eletrônica. Os alunos vivenciaram a experiência do voto de maneira profícua e consciente.

A apuração foi rápida e segura, 59,74% dos eleitores votaram na chapa 1 (PSFC) e 40,26% escolheram a chapa 2 (PE). Em época de intolerâncias políticas, nenhum voto nulo ou branco. Um bom sinal em prol da representatividade e legitimidade de um poder estudantil que está sendo iniciado para servir e atender os anseios de execução de projetos que ampliem a criticidade dos jovens, continuem a permitir o envolvimento sadio dos estudantes e, sobretudo, contribuam na edificação de um mundo cidadão a partir da realidade escolar.

 

Sérgio da Costa Bortolim

Coordenador Pedagógico EFII e EM.