Arte sustentável. Vamos pintar o Planeta Terra!
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Arte sustentável. Vamos pintar o Planeta Terra!

Colégio Anália Franco

21 Setembro 2017 | 12h59

As correntes artísticas, muitas vezes, se apropriaram do momento político, histórico, social e cultural das civilizações para fomentar sua arte. E agora, mais do que nunca, a arte deve dialogar com o momento atual de sua história: a crise ambiental.

Tratando-se de séc. XXI a pauta mais presente é a própria sobrevivência da vida na Terra. A forma como estamos agredindo e explorando o planeta já traz e trará problemas climáticos e ambientais irreversíveis. Então, por que não praticar atitudes sustentáveis através de produções artísticas?  Assim, podemos fazer um grande alerta à população global. Sim, o Planeta Terra, nossa Casa, pede socorro! E como podemos reeducar o olhar da raça humana, sensibilizando-a para harmonizar-se com a natureza?

A preocupação constante com o planeta está presente em todas as produções

Produção coletiva com materiais reciclados

artísticas do Colégio Jardim Anália Franco. Desde as séries iniciais utilizamos materiais reciclados como suporte para as obras que serão produzidas. Incentivamos nossos alunos a conhecer a origem das matérias-primas dos objetos que utilizaremos, incentivando o uso de materiais recicláveis e orgânicos.

A necessidade de estimular atitudes sustentáveis ultrapassou a aula de Arte e tornou-se uma proposta de todo o corpo docente do Colégio Jardim Anália Franco. A partir dessa necessidade criamos um “Sucatário” para escola (local físico onde armazenamos e agrupamos por sessões materiais recicláveis). Desta forma todos os professores podem utilizar materiais que os alunos trazem de suas casas para o uso comunitário.

Através de práticas artísticas podemos sensibilizar o ser. A arte expressa nossos mais profundos sentimentos e aflora nossos sentidos pelo ato de estimular nossas capacidades sensoriais, reconectando-nos com a nossa essência criativa. Uma aula de arte sustentável não busca apoiar-se e evidenciar-se nos padrões estéticos, procurando valorizar o resultado final de sua obra. Mas sim no próprio processo criativo, no ato presente. É durante a troca de experiências, na sinergia com o grupo, que podemos abordar assuntos para autoconscientização da criança. Para que essa mudança de cada indivíduo gere um único pensamento planetário, torna-se uma ação disseminadora.

Isso só terá grande impacto e continuidade se todo o processo for coerente, desde a escolha de materiais, o artista a ser trabalhado, o assunto a ser abordado, a valorização do ato artístico presente (o fazer coletivo), não focar no resultado final da composição. A obra artística deve surgir a partir do envolvimento do grupo e deve ter um tempo hábil para criar um diálogo aberto para que as reflexões aconteçam naturalmente. Mediar e levantar problemas é a missão do educador consciente.

No Colégio Jardim Anália Franco, acreditamos que produzir obras com materiais orgânicos e sustentáveis é uma ótima forma de reeducar o olhar, demostrar de forma ativa e consciente um novo caminho educacional, que luta em prol da natureza. Produzir trabalhos abordando contextos de artistas que já estão nesse caminho, como Vick Muniz, artista brasileiro mundialmente reconhecido, é uma das alternativas para esse caminhar.

Valorizar o processo de criação de forma coletiva é um dos princípios da arte sustentável. Pois sabemos que juntos, trabalhando de forma cooperativa, alcançaremos o nossa verdadeira essência. Nascemos totalmente altruístas e com o decorrer das nossas relações com o meio social que nos rodeia, perdemos essa nossa forma natural de ser. Para enriquecer esse dialogo, gostaria de deixar uma dica de documentário: A revolução do altruísmo, 2015 dirigido por Sylvie Gilman e Thierry De Lestrade. Ele ressalta, através de estudos atuais, que não foram através do ato de competir que chegamos até aqui, mas sim pelo ato de cooperar.  Juntos, vamos pintar um Planeta mais azul e com menos tons de cinza.

Professora Gabriela Diaz.