Em tempos de crise, a importância das aulas de Educação Financeira

Do Colégio

23 Setembro 2015 | 07h00

Que o Brasil vem enfrentando uma crise econômica é fato. É tempo de toda a população atentar para o sistema financeiro nacional, buscando informações sobre a economia brasileira, formas de poupar e investir e até como garantir que o salário “renda mais” no fim do mês. Mas esta atenção ao assunto não precisa acontecer apenas em momentos como este. É importante que já desde criança se saiba como lidar com questões financeiras. O Colégio Horizontes Uirapuru percebeu a importância desse aprendizado e oferece semanalmente aulas de Educação Financeira para algumas turmas.

No 1º e 5º ano do Ensino Fundamental I, a disciplina utiliza materiais da OPEE (Orientação Profissional, Empregabilidade e Empreendedorismo), que trabalham com os eixos: “Descobrindo a si mesmo”, “Aprendendo sobre o Trabalho e as profissões” e “Descobrindo a vida financeira”.

No 4º ano, as atividades são desenvolvidas pela escola e abordam os temas: “A História do dinheiro”, “Conhecendo as moedas e as cédulas”, “Querer e precisar”, “Semanadas/mesadas”, “Consumidor ou consumista”, “A propaganda e o consumo”, “O que é poupar? Por que é importante poupar”, “Caro e barato”; “Consumo familiar”, “Aprendendo a doar”, “ONGs” e “Sonhar e realizar”.

Já no 7º ano, é adotado o Programa DSOP, composto por quatro competências: Diagnosticar, Sonhar, Orçar e Poupar. A iniciativa possibilita aos alunos o aprendizado sobre como lidar com as questões financeiras de maneira segura e consciente.

Foto: Daniel Guimarães

Foto: Daniel Guimarães

Os alunos do 9º ano trabalham com o programa Empreendedorismo, que  tem o objetivo de ensinar o aluno como empreender  e como lidar  com orçamento e  poupança.

Gabriela Lian Branco Martins, diretora do Colégio Horizontes Uirapuru, comenta a importância da atividade em sala de aula: “Na realidade, os pais brasileiros deveriam decidir desde o nascimento como vão conduzir a educação financeira de seus filhos. Preocupam-se com o nome que darão à criança, a escola onde vai estudar, a decoração do quarto, entre outras coisas, mas não planejam sua educação financeira. Por isso, já há alguns anos, a escola decidiu assumir essa função e preencher a lacuna” que existia.

Segundo Gabriela, falar sobre a diferença entre querer e precisar, ou o valor das coisas, é uma tarefa que deve ser iniciada na primeira infância. “A partir dos 7 anos já é possível dar mesada, ensinando que uma parte deve ser poupada para um ‘desejo’ mais difícil, e a outra parte fica livre para seus gastos com figurinhas, guloseimas etc. Nessa fase, é interessante os pais darem aos filhos um cofrinho transparente, para que a criança possa vê-lo enchendo. Também vale a pena levar a criança, vez ou outra, ao trabalho dos pais, para começar a perceber que o dinheiro não vem do banco ou do cartão de crédito, mas do trabalho realizado”.