Escola Aberta

Escola Aberta

Kika Almeida Mendes - Conteúdo Escola Viva

07 Novembro 2017 | 11h43

foto Ahery Silva Júnior, pai de aluno

Escola aberta, em contraposição a escola fechada. Nesse sentido, a escola tem que ser/estar aberta todos os dias, todos os minutos. Escola aberta porque deixa entrar as ideias, deixa entrar as pessoas, deixa entrar as emoções, os conhecimentos, os talentos. Escola aberta porque recebe, acolhe, cuida. Escola aberta porque não está sozinha, porque ousa, porque arrisca. Escola aberta porque não é uma ilha. É aberta porque é uma Escola.

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

Escola Aberta
por Luciana Siqueira, mãe de aluno


No sábado do dia 21 de outubro, a Escola Viva abriu as portas da sua unidade do F2 para receber alunos, pais e familiares convidados para uma manhã muito especial.

O que se viu foi a união e confraternização de pais e filhos que juntos aproveitaram momentos divertidos, prazerosos, simplesmente entregando-se às brincadeiras.

Com uma proposta colaborativa, pais passaram a compartilhar com os membros da escola a divisão de funções pertinentes à organização do evento, visando ao sucesso do mesmo.

Com isso, o clima era contagiante e gostoso podendo se notar nos rostinhos orgulhosos dos alunos ao apresentarem os seus trabalhos, como pudemos ver no espaço Demonstrações Maker. Viajar no miniplanetário e na exposição, além de apresentarem a escola em geral para amigos. Os mais novinhos, a turma do infantil, por exemplo, demonstravam uma felicidade ímpar por estarem no espaço dos “grandes”, como alguns costumam dizer.

O dia teve contação de histórias, exposição, brincadeiras de rua, jogos tanto na quadra esportiva como de tabuleiros, cantinho de leitura, da maquiagem, espaços para exercitar a imaginação e brincar de panelinhas e até mesmo de fantasias, entre outros. Isso sem falar na apresentação de música com membros da escola, mães e amigas. Do rock à MPB, elas encheram com suas vozes os corações de alegria de cada um dos presentes. E tudo terminou em uma grande roda com adultos e crianças dançando.

A frase que ficou na memória veio de uma mãe convidada que estava sentada ao meu lado: “Que delícia de lugar. Você se sente acolhida, dá uma sensação de comunidade, de união, sabe? ”

E assim, de braços abertos, para um momento de convívio e troca entre pessoas de dentro e de fora da Escola, foi se destacando a primeira edição do “Escola Aberta”.

Afinal, era nítida a sensação das pessoas convidadas de que estavam sendo recebidas de braços bem abertos.

Eram só perguntas para um e outro sobre o que acharam do evento e as respostas eram quase sempre as mesmas: que delícia de evento, é tão bom ter um dia desses, que gostoso poder ter uma manhã de brincadeiras e conversas…

E até o tempo colaborou para este resultado!

Outros dois momentos marcaram a total entrega das pessoas durante o “Escola Aberta”: o primeiro foi ver uma menininha de mais ou menos 3 anos, vestida de princesa, extremamente envolvida no cantinho da maquiagem. De espelho em uma das mãos e lápis na outra ela preenchia todo o rosto criando a sua pintura. Depois, a mesma menina estava com um sorriso encantador se divertindo entre tintas.

Já o outro foi encontrar uma mãe recuperando o fôlego ao lado do bebedouro. Falamos sobre o tempo e ela me olhou e disse: “Onde já se viu jogar vôlei de calça jeans? Mas minha filha pediu para jogar com ela então eu tirei os sapatos, dobrei a barra da calça e lá fui eu!”.

E com essa sensação gostosa de uma manhã dedicada ao “brincar”, à “troca” e com dor nos braços de tanto brincar de corda, deixo aqui este registro de como foi a primeira edição do “Escola Aberta”.

E que venham outros. Afinal, isto é Escola Viva!

foto Núbia Ortolani, mãe de aluno e aluna


Dos encontros, interações e dos nós

por Elisa de Souza Schuler, mãe de aluno

Foi com muita alegria e entusiasmo que recebi o convite do evento Escola Aberta, em que a Escola abriria as portas para que as famílias pudessem desfrutar do espaço e dos talentos de professores e famílias em um momento de descontração e brincadeiras.

Meu filho tem 3 anos, este é seu segundo ano na Escola Viva e, desde que começamos a frequentar a Escola, tenho conversado com algumas professoras e diretoras que entendo ser fundamental a construção de espaço, tempo de convivência e troca entre as famílias e a Escola fora do horário escolar.

Inscrevi-me como voluntária em duas atividades: brincadeiras de rua e elaboração de texto sobre o evento. E aproveito assim para contar a experiência da primeira atividade, realizando a segunda.

Primeiro, uma sensação me pegou de surpresa. Desde o momento da saída de casa até a chegada, senti algo a mais por aquela Escola que frequento há 2 anos.

Acho que o espaço aberto para que eu pudesse fazer alguma atividade me despertou um senso de pertencimento.

E, chegando lá, fui muito bem acolhida.

Não fui recebida como mãe de aluno, mas como eu mesma. E fui me sentindo cada vez mais eu, porque cada vez mais me senti pertencente a um NÓS.

Fui convidada para um evento e vivi uma experiência. Experiência que me fez resgatar memórias de infâncias (as minhas, vividas e experimentadas, e as várias memórias que povoam nosso repertório cultural) e revivê-las no corpo como adulta que sou.

Construir um brinquedo do zero apenas com um rolo de barbante. Uma cama de gato. Vivi, naquelas 3 horas, a minha criatividade e o meu encanto pelo brincar. Prazer de ter conseguido construir um brinquedo. Não era perfeito, mas feito com as minhas mãos, com a parceria de mais duas mãos muito gentis, feita ali naquele instante com uma criança grande também brincando de ser.

Depois o prazer de assistir a brincadeira se fazendo no tempo e no espaço. Algumas crianças e pais se engendrando no labirinto, colocando o corpo no desafio de percorrer um caminho desconhecido.

Assisti encantada a algumas pessoas tentando desembaraçar-se das linhas. Uma mãe deixando-se ser guiada pela mão do filho pequeno. E, ao final, comemorarem o feito com uma simples troca de olhares e um sorriso.

Um menino já com 12 anos, os olhos brilhando ao encarar a trama com tantas possibilidades. O pai incentivando-o a se aventurar.

Outro pai dando a mão a um outro filho pra que ele pudesse pular por cima. Outro sugerindo que passasse por baixo.. seria mais rápido e sem complicação.

E o filho ignorando as orientações.. e qual seria a graça, se não demorasse e se fosse fácil?…

O meu filho, encantado, com a obra da mãe, elogiou: “que lindo mamãe, como funciona?” “Você gostou filho? Obrigada.” Respondi. “Vamos descobrir juntos!”

As crianças e adultos aos poucos foram criando novas amarrações, novos nós, novos encontros entre os barbantes à medida em que viviam o brinquedo.

foto Elisa de Souza Schuler, mãe de aluno

foto Elisa de Souza Schuler, mãe de aluno

foto Elisa de Souza Schuler, mãe de aluno

Sorrio.

Paro pra prestar atenção, mais uma vez, na cama de gato e vejo que uma corda de pular foi amarrada aos barbantes.

Sorrio.

Mais uma espiada antes de ir embora. Ao chão, um conjunto de fitas coloridas que os participantes usaram durante o evento.

Sorrio.

Teria sido um adulto, uma criança, que tentou passar por ali ou desfazer algum nó ou simplesmente quis observar o que ali se passava, tentou ajudar a criança? Simplesmente caiu do braço sem perceber?

E aí comecei a criar histórias para entender como tudo aquilo foi construído. E que delícia ficar imaginando o que tinha acontecido e mais ainda o que as pessoas tinham sentido em relação àquilo. O que as moveu para passar pela cama de gato? O que as impediu de o fazer? Sentiram-se orgulhosos, animados, encorajados? Frustrados, receosos e desanimados? Que narrativas e histórias foram criadas naquelas experiências e a partir delas?

Que linda imagem restou daqueles barbantes.

foto Elisa de Souza Schuler, mãe de aluno

Antes, inertes e estéreis, mas plenos de potência, agora, pulsavam com toda energia que os atravessaram e que neles ficou depositada.

E isso me fez refletir: E se nos deixarmos ser atravessados, se estivermos abertos a trocas, tal como aconteceu com os barbantes, quanta beleza surgirá?

Escola aberta sempre. Todos ganhamos e todos sorrimos.

E aproveito para compartilhar a forma como meu filho chamou a experiência: “Agora tenho duas Escolas: o Laranja e a Escola nova, onde tem as mamães e os papais.”

Por mais encontros, interações e mais nós.

 

 

foto Fabiano Eloy, pai de aluno

 

foto Fabiano Eloy, pai de aluno

 

foto Fabiano Eloy, pai de aluno

 

foto Fabiano Eloy, pai de aluno

 

foto Fabiano Eloy, pai de aluno

 

foto Ahery Silva Júnior, pai de aluno

 

foto Ahery Silva Júnior, pai de aluno

 

foto Ahery Silva Júnior, pai de aluno

 

foto Núbia Ortolani, mãe de aluno e aluna

 

foto Núbia Ortolani, mãe de aluno e aluna

 

foto Núbia Ortolani, mãe de aluno e aluna

 

foto Lívia Nolla, Comunicação Escola Viva

 

foto Lívia Nolla, Comunicação Escola Viva

 

foto Lívia Nolla, Comunicação Escola Viva

 

foto Lívia Nolla, Comunicação Escola Viva

 

foto Fabiano Eloy, pai de aluno

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas

 

foto Clarissa de Biazi Raso, mãe de alunas