4º ano tem conversa sobre refugiados

4º ano tem conversa sobre refugiados

Kika Almeida Mendes - Conteúdo Escola Viva

08 Dezembro 2017 | 14h50

 

O 4° ano recebeu, no Galpão do F1, a visita de Carlos Nomoto, pai de um dos alunos da turma, que veio até a Escola para contar sobre a sua experiência no trabalho humanitário com refugiados e sobre a viagem que fez recentemente ao Líbano, onde esteve – junto com a sua família – em campos de refugiados sírios.

Carlos explicou aos alunos a definição da palavra “refugiado” e um poucos das condições em que vivem essas pessoas, forçadas a deixar seus países de origem por motivos de perseguição, guerra ou violência.


Contou que, em todo o mundo, 22 milhões de pessoas foram forçadas a sair do país em que moravam, o que equivale a toda a população da cidade de São Paulo somada à população das 38 cidades ao seu redor. Desses 22 milhões de refugiados, 10 milhões são crianças.

Nomoto explicou que normalmente os refugiados não são somente pessoas de baixa renda, mas também pessoas que foram deslocadas da sociedade, excluídas dentro dos seus próprios países. Pessoas que, ao refugiarem-se em outro país, passam a ser considerados expatriados, perdendo os direitos básicos de acesso à saúde, educação e moradia.

Segundo os dados apresentados por Nomoto, 55% desses refugiados saem de três países: Sudão do Sul, Afeganistão e Síria. Eles normalmente vão em direção ao Líbano, país que já esteve em guerra com a Síria. Carlos explicou que, nesses países, os principais motivos das guerras são a religião e o controle de terras.

Junto com seu filho, Thomas, aluno do 4º ano, Carlos contou um pouco sobre as características do Líbano e do povo libanês: moeda, idioma,  costumes, vestuário, gastronomia. E uma curiosidade: eles leem e escrevem da direita para a esquerda, e não da esquerda para a direita como nós.

Thomas falou sobre as crianças refugiadas. Contou que, apesar da realidade pela qual estão passando, são crianças comuns, que parecem felizes, falam Inglês como segunda língua, são ligados em moda, jogam Minecraft…

No final, Nomoto e Thomas contaram sobre a esperança que ainda há dentro desses campos de refugiados. Sobre as escolas que já estão sendo implantadas dentro dos campos e também sobre um projeto de produção de joias que eles conheceram no Líbano, que visa dar autonomia e condições de vida para as mulheres dentro da sociedade!

Uma conversa muito especial para finalizar o semestre do 4º ano, que teve os “Deslocamentos e Trajetórias” como eixo temático trabalhado em 2017.