Aulas de robótica incentivam o raciocínio, a lógica e a cooperação

Aulas de robótica incentivam o raciocínio, a lógica e a cooperação

Escola Morumbi

26 Setembro 2017 | 11h16

 

O curso auxilia o aprendizado dos alunos
nas disciplinas de matemática e física, suas regras
e processos. Além de transmitir os ideais
de cooperação, criatividade e trabalho em grupo

 

A robótica permite que estudantes pratiquem o que aprendem nas disciplinas escolares.

A construção de robôs ou outros mecanismos incentiva os alunos a pensar em projetos criativos e que desempenhem funções individualmente, como se locomover, por exemplo.

A autonomia criada por estas atividades reflete na formação de um bom cidadão, cooperativo e independente.

A Unidade Moema da Escola Morumbi oferece curso de robótica ministrado pelo professor Marcelo Salles. A atividade é aplicada durante um semestre no 1º ano do Ensino Fundamental I, sendo que as aulas ocorrem uma vez por semana com duração de 1 hora e 40 minutos.

O curso auxilia o aprendizado dos alunos nas disciplinas de matemática e física, suas regras e processos. Além de transmitir os ideais de cooperação, criatividade e trabalho em grupo.

Para o professor Marcelo Salles, as atividades desenvolvidas são formas de incluir objetos do cotidiano das crianças no ambiente escolar, já que podem trazer materiais de casa ou sucata para realizar seus projetos; eles também têm acesso ao kit de robótica.

“Incentiva os estudantes a criar, montar e imaginar, sempre associando o conteúdo da aula ao dia a dia das crianças”, comenta o professor Marcelo.

É importante que os estudantes trabalhem em um espaço amplo, onde possam circular. Acesso a computadores e mesas são essenciais para que possam ter autonomia no desenvolvimento de suas atividades.

“Em uma aula de robótica, o professor é um mediador”, revela Marcelo Salles.

No início da aula, proposta e objetivos são expostos contextualizados. Introduzir uma explicação interdisciplinar é uma maneira de fazer os estudantes conversarem com outras áreas do conhecimento, segundo o professor.

Depois, o aluno pratica o que aprendeu.

“O aluno coloca a mão na massa e aplica a teoria”, ensina Marcelo. A tentativa de produção de algo e a comparação com os colegas são momentos em que são desenvolvidos o trabalho em grupo e a autonomia de criação.

Ao final da aula, uma conversa entre o professor e os alunos acontece, para que percebam o que deu certo e errado na experiência. Dessa forma, o conceito da aula é absorvido.

Uma das atividades possíveis é a construção de um foguete de garrafa PET.  “Se estuda conceitos como mecanização, propulsão, utilização de combustíveis, atmosfera e gravidade”, diz Marcelo. “Para isso, são necessárias duas garrafas PET. Uma se mantém inteira, enquanto a outra é cortada ao meio: uma parte será o topo do foguete, enquanto a outra será a base do objeto. Nesta dinâmica, o professor pode inclusive propor uma disputa no pátio do colégio”, afirma Marcelo.

As formas de avaliação do desempenho dos estudantes são diversas. No final do semestre o professor promove uma autoavaliação em sala, para a exposição dos conceitos trabalhados.

Os estudantes também podem participar de eventos como forma de avaliação, como a Olimpíada Brasileira de Robótica. A partir de uma prova de múltipla escolha as crianças podem ser estimuladas a trabalhar seu conhecimento e aprendizado.

Como forma de finalização do curso, cada aluno pode receber um certificado de participação, que expõe os conhecimentos adquiridos e objetivos desempenhados em sala.

O público infantil nasce em meio a computadores, tablets e celulares.

Inserir o uso da tecnologia a favor do processo de aprendizado é parte importante do curso de robótica.

Os estudantes são auxiliados, de maneira divertida e moderna, a trabalhar o conhecimento adquirido em sala de aula de maneira prática e eficiente.