Sete pontos a considerar em seu intercâmbio em 2016

Sete pontos a considerar em seu intercâmbio em 2016

Andrea Tissenbaum

11 Dezembro 2015 | 15h40

Foto: AFS Intercultura Brasil

Foto: AFS Intercultura Brasil

Viajar para outro país para estudar ou trabalhar requer preparação e boa vontade. Especialista no assunto aponta dicas fundamentais para quem deseja se aventurar no exterior no ano que vem.

Chega dezembro e os planos para o novo ano começam a fervilhar. Um projeto cada vez mais considerado pelos brasileiros é o intercâmbio. Somente em 2014, segundo a Brazilian Educational & Language Travel Association (Belta), mais de 233 mil intercambistas (jovens e adultos) saíram do país para experimentar culturas diferentes. E, apesar da crise e da volatilidade do dólar, a expectativa dos especialistas no assunto é de que em 2016 a busca aumente.

Justamente por isso é preciso tomar cuidado e ter critério na escolha do destino, algo que o AFS Intercultura Brasil, instituição sem fins lucrativos especializada em intercâmbios, trabalha para evitar. Com quase 60 anos de experiência na democratização do intercâmbio no Brasil, a ONG ressalta que é preciso planejar a viagem com sabedoria para aproveitá-la em sua totalidade. 

“O intercâmbio é uma oportunidade do jovem se tonar o novo líder no século XXI. A partir dessa experiência, o estudante passa a ter sensibilidade para outras culturas, habilidade de se sentir confortável em ambientes não familiares, ver o mundo sob ângulos diferentes e entender a razão de alguns atos, até então, pouco compreendidos” afirma Andreza Martins, Diretora nacional do AFS Intercultura Brasil.

Para tirar o melhor proveito possível dessa oportunidade, Andreza aponta sete dicas fundamentais que devem ser levadas em consideração antes de embarcar para um intercâmbio:

1 – Gastos: A desvalorização do real no mercado internacional em 2015 gerou mais custos para os estudantes que sonham em ir para a Europa e os Estados Unidos. No entanto, ainda existem excelentes oportunidades de intercâmbio em países da América Latina, América Central e África. Considere essas opções.

2 – Procedência: Com a crise, é bem provável que surjam promoções mirabolantes por parte de empresas e instituições. É preciso pesquisar e tirar dúvidas com pessoas que já viajaram para obter um feedback fiel da experiência. Muitas empresas oferecem contato com ex-participantes para que eles possam tirar suas dúvidas. Caso não haja essa opção, busque por grupos ou fóruns na internet para encontrar referências positivas e negativas. 

3 – Pacotes de viagens: Informe-se detalhadamente sobre como funcionam os pacotes de viagem oferecidos. Algumas agências ou instituições podem oferecer apenas a estadia, e a passagem ficará por fora, por exemplo. É preciso ficar bem atento às pegadinhas. Nunca deixe de comparar os preços e benefícios incluídos.

4 – Hospedagem: Antes de ir, busque saber mais detalhes sobre o lugar onde você ficará hospedado. Lembre-se de que vai morar por um tempo prolongado no mesmo local, portanto, é importante saber se o deslocamento para as áreas centrais é muito grande, se há segurança, riscos naturais, se existem lojas, farmácias, parques públicos e passeios nos arredores. Assim, você poderá escolher localizações favoráveis para que a sua viagem seja mais agradável.

5 – Preparo: Muitas pessoas viajam e acabam se sentindo isoladas, com saudades de casa e, por isso, não se adaptam ao novo local. Busque aprender sobre o país para o qual você está viajando. Entender a história e compreender a formação da região é uma maneira de tornar a experiência ainda mais rica e produtiva. Verifique se o seu agente de intercâmbio oferece apoio durante a estadia. A adaptação pode ser uma situação trabalhosa e afetar seu desempenho. O AFS, por exemplo, oferece encontros e acampamentos com voluntários para tornar a presença dos estudantes mais integrada e divertida. 

6 – Seguro-saúde: A qualidade do sistema público de saúde em alguns países pode variar e, apesar de muitas pessoas não pensarem nisso, imprevistos podem ocorrer. Em algumas agências ou instituições, o estudante pode fazer um seguro médico que cobre qualquer tipo de eventualidade em território internacional. Vale a pena se precaver.

7 – Experiências culturais: Saia da toca. Aproveite para explorar espetáculos musicais locais, visitar regiões e comer comidas típicas do país. Mergulhar em uma cultura também é experimentar sua condição natural, seus hábitos e costumes. Portanto, permita-se viver isso, afinal, a experiência tem data marcada para acabar.

>> Sobre o AFS
O AFS Intercultura Brasil é uma organização voluntária de intercâmbio não governamental e sem fins lucrativos, comprometida em oferecer oportunidades de aprendizagem intercultural. Anualmente a organização oferece bolsas de estudo parciais ou integrais a estudantes brasileiros de alto potencial. Fundada há 60 anos no país, a instituição está presente em 17 estados, contando com cerca de 800 voluntários. Saiba mais sobre o AFS e as ofertas de bolsa de estudos da organização AQUI.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter

Fonte: AFS Intercultura Brasil