Sete mitos sobre estudar fora

Sete mitos sobre estudar fora

Andrea Tissenbaum

08 Janeiro 2016 | 11h08

Foto: Tulane Public Relations via Wikimedia Commons

Foto: Tulane Public Relations via Wikimedia Commons

Estudar fora, seja pelo período que for, é uma experiência carregada de mitos. Ao longo dos anos tenho colecionado alguns e refletido a respeito…

1. No exterior tudo é melhor, tudo funciona.

Será? Em outros países a organização do cotidiano é diferente. Na maioria das vezes as coisas funcionam. A estabilidade nos encanta, mas o mundo anda muito turbulento. E, apesar da funcionalidade e da praticidade do dia-a-dia, esteja certo de só poder contar com uma pessoa para fazer tudo: você. A sua comida, sua roupa, a arrumação e limpeza da sua casa são apenas algumas das atividades cotidianas que serão de sua responsabilidade.


2. Estudar fora é melhor que estudar no Brasil.

Um diploma internacional tem o seu valor, isso é inegável. Especialmente porque está aliado à vivência no exterior que é uma experiência muito rica. Mas é importante lembrar que quem faz o curso é o aluno, a escola oferece conteúdo e infraestrutura de qualidade. Se você é dedicado e sério, pode fazer um bom curso superior e uma carreira excepcional aqui mesmo no Brasil.

3. Os cursos internacionais são mais exigentes

Não necessariamente. Isso vai depender de onde você vai estudar. As escolas ranqueadas entre as top 25 são um caso a parte. A grande diferença lá fora reside na dedicação integral e exclusiva do aluno ao curso. Especialmente na pós-graduação onde se passa 100% do tempo estudando, escrevendo e desenvolvendo projetos acadêmicos.

4. Passar um tempo fora do Brasil vai resolver meus problemas.

Não necessariamente. Viajar vai arejar a sua cabeça, mas não vai te afastar dos problemas que sempre te acompanham na bagagem. E, dependendo do problema que você está vivendo, a distância pode aumentar as aflições.

5. Com essa crise, agora é que eu não vou conseguir estudar fora nunca.

E porque não? Há uma quantidade generosa de oportunidades a serem exploradas fora do Brasil. Algumas com um custo menor do que se você ficasse aqui. Mas tem que ter vontade, tenacidade, organização pessoal e um desejo de empreender para você. Procurar incansavelmente o que está buscando, até encontrar.

6. Bolsa? Nunca vou conseguir!

Quem corre atrás consegue. Esse é o meu relato e o de várias pessoas que hoje estão estudando no exterior com bolsas integrais. Não cai do céu. Tem que correr atrás, explorar todas as oportunidades, entender os editais a fundo e cumprir com as exigências que são feitas.

7. Eu nunca vou me adaptar à vida lá fora.

Se você entender que cada país tem sua própria cultura e regras que, em geral, são muito diferentes de tudo com que estamos acostumados, não terá nenhum problema. É uma questão de ajuste e de abertura para o novo. Pode até ser mais divertido do que você imagina.

E se depois disso tudo você ainda acha que a experiência internacional não vai dar certo, está enganado. Os brasileiros que estudam fora são muito bem sucedidos, excelentes alunos e de um modo geral bastante bem-vindos. Afinal, a gente vem de uma cultura calorosa e amigável, com um forte sentido de sobrevivência à adversidade e bastante jogo de cintura!

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter