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Como ser um cidadão do mundo no Brasil
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Andrea Tissenbaum

28 Janeiro 2016 | 08h13

Foto: AKQJ10Please, via Wikimedia Commons

Bairro da Liberdade, São Paulo | Foto: AKQJ10Please, via Wikimedia Commons

Em tempos de globalização, em que tudo está ao nosso alcance, não é difícil ser um cidadão do mundo. Basta ser curioso, aberto, flexível, tolerante e gostar do novo, do diferente. Afinal, ser cosmopolita é ter o mundo como a sua pátria, não se restringir às fronteiras geográficas, encontrar lugar em qualquer cultura ou modo de vida.

Essa definição é válida para todos, inclusive para você que nunca saiu daqui, não viajou, não estudou fora – e que talvez não venha a viver essa experiência – por não ter vontade, recursos ou porque ainda não está na sua hora de fazer isso.

Fato é que o mundo hoje está em todos os lugares. Na faculdade, no trabalho, em alguns bairros da sua cidade, na internet, na televisão… E podemos participar dessa vibrante rede internacional em nossa vida cotidiana.

Explico melhor. Não faz muito tempo, tirei férias e resolvi ficar aqui mesmo em São Paulo. Sou carioca e adepta da ideia de “mergulhar” na cidade onde vivo, compreender o que ela oferece e me sentir parte dela. Tracei um plano de visitar alguns bairros ao longo de uma semana. Mapeei o que eu queria ver a partir de referências bacanas que pesquisei na internet e fui ser turista. A gastronomia foi o meu guia inicial. Me levou a conhecer gente de todas as partes do mundo, suas comunidades, seus bairros. Falo de centenas de peruanos, bolivianos, coreanos, japoneses, árabes, chineses, italianos, portugueses e búlgaros, dentre muitos outros. Foi uma experiência realmente incrível, aqui mesmo. Tão rica e interessante quanto as minhas viagens ao exterior.

Em termos práticos, inúmeras ações podem levar você a ter essa vivência internacional no seu dia-a-dia. Basta ter disposição interna, vontade de desbravar o mundo ao seu redor e de se abrir para oportunidades. Veja aqui alguns exemplos para começar:

1. Explore a cidade onde mora. Mesmo que não seja um grande centro urbano certamente há pessoas que vieram de outras partes do mundo. Converse com elas, troque ideias, experimente o que elas cozinham. 

2. Receba estudantes estrangeiros que chegam em sua escola ou faculdade e ajude-os com assuntos práticos e sociais.

3. Hospede um intercambista – a AIESEC, a AFS  e o Rotary Club, dentre outros, oferecem esses programas.

4. Crie um International Student Office (escritório para recepção de estudantes internacionais) em sua faculdade.

5. Dedique-se a internacionalizar o seu trabalho e/ou seus estudos e produção acadêmica.

6. Seja voluntário em um escritório de um órgão internacional, em programas como o Embaixadores Universitários ou em eventos/feiras de educação internacional. Pesquise os sites das embaixadas e consulados, DAAD, British Council, Campus France, ONU e UNICEF. Entre em contato com eles para saber das disponibilidades.

7. Seja um voluntário em projetos de acolhimento de famílias de imigrantes e refugiados. A ADUS, a Missão Paz e o CDHIC -Centro de Direitos Humanos e Cidadania do Imigrante são algumas opções.

Oportunidades não faltam. Se você gosta de conviver com diferentes culturas e formas de pensar, explore melhor o seu espaço cotidiano. Faça seu intercâmbio na sua própria cidade, transforme a sua vida em um caldeirão cultural. O que move o mundo e nos faz diferentes é a forma como a gente vive!

 

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