Bolsas para brasileiros na Nova Zelândia

Bolsas para brasileiros na Nova Zelândia

Andrea Tissenbaum

14 Fevereiro 2017 | 18h13

AUT Manaku Campus | Foto: PlanningAUT, via Wikimedia Commons

AUT Manaku Campus | Foto: PlanningAUT, via Wikimedia Commons

Agricultura e energia renovável são áreas prioritárias para pós-graduação, mestrado ou doutorado. As inscrições abrem dia 16 e se encerram em 30 de março.

Tendo na educação sua quarta maior fonte de divisas e excelentes alunos dentro e fora do país, a Nova Zelândia não mede esforços para estimular acordos de cooperação educacional entre nações do mundo inteiro, incluindo o Brasil.

Entre 16 de fevereiro e 30 de março, estudantes e profissionais podem se candidatar às bolsas do programa New Zealand Development Scholarships.

Requisitos:
– Idade: entre 18 e 39 anos
– Experiência profissional: ter trabalhado por pelo menos um ano em sua área
– Inglês: comprovar proficiência no idioma
– Compromisso de retorno: comprometer-se a retornar ao Brasil por pelo menos dois anos, para colocar em prática o que aprendeu

Agricultura e energia renovável são as áreas prioritárias, escolhidas com o propósito de fomentar avanços acadêmicos e científicos no Brasil. Confira as possibilidades:

Agricultura:
– Gestão agro-comercial: economia agrícola, sistemas e gestão agrícola, desenvolvimento rural, logística, gestão da cadeia de abastecimento e distribuição, desenvolvimento da cadeia de valor, marketing agrícola, agribusiness internacional
– Produção agrícola: ciência animal, enfermagem veterinária, ciência vegetal, ciências hortícolas, ciências do solo
– Comércio e tecnologia da agricultura: fitossanitária, biossegurança, biotecnologia, comércio agrícola
– Pós-colheita: produção de alimentos, ciência e tecnologia dos alimentos, processamento pós-colheita, armazenamento e embalagem de alimentos, segurança alimentar.

Energia renovável:
– Energia solar, hidroelétrica e eólica, engenharia energética, sistemas de distribuição de energia renovável, gestão / reforma do setor energético, incluindo economia energética e finanças.

O bolsista brasileiro Victor Pitanga faz mestrado em Desenvolvimento Rural Internacional, na Lincoln University, em Christchurch. Ele destaca o ambiente diversificado e o desenvolvimento do idioma como duas grandes vantagens de sua fase internacional. “A minha experiência na Nova Zelândia não poderia ser melhor”, reforça. “Estou até entendendo um pouco de rúgbi!”, brinca. 

Outro aluno bolsista que faz mestrado em Food Science na University of Auckland, é Fernando Antunes Lopes. Para ele a experiência de estudar na Nova Zelândia vai muito além da sala de aula. “Há três fatores que me impressionam aqui: a qualidade de vida não é apenas valorizada, ela é colocada em prática pelo neozelandês. Eles são muito educados e a tomada de decisões do governo é 100% orientada por boas práticas de sustentabilidade”, explica. 

A lista de instituições que oferecem as bolsas inclui as oito universidades espalhadas pelo país e institutos politécnicos.

As bolsas cobrem a viagem internacional, seguro saúde, mensalidades e um subsídio mensal para custeio de vida. As inscrições devem ser feitas online

“Nossas bolsas de estudo fomentam e constroem líderes, aproximam instituições de ensino do Brasil e da Nova Zelândia e, sobretudo, estimulam habilidades que serão valiosas aqui, no retorno dos bolsistas”, diz Caroline Bilkey, Embaixadora da Nova Zelândia no Brasil. Ela explica que o New Zealand Development Scholarships é financiado pelo New Zealand Aid Programme, um programa do governo que custeia iniciativas internacionais, a cargo do Ministério de Assuntos Internacionais e Comércio da Nova Zelândia.

No total, são 14 bolsas. Outros países da América Latina e regiões como Ásia, Caribe e África, também participam do programa.

Para mais informações, visite o site do programa New Zealand Development Scholarships.

Sobre a Education New Zealand – A Education New Zealand (ENZ) é a principal agência do governo para a divulgação e representação da educação do país em âmbito internacional. Tem o objetivo de tornar a Nova Zelândia conhecida como destino para estudantes internacionais. A ENZ conta com 70 funcionários em mais de 20 localidades e é dirigida por uma junta nomeada pelo Ministro de Educação Superior, Competências e Ofícios, Sr. Steven Joyce.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Siga o Blog da Tissen no Facebook e no Twitter