10 mitos sobre estudar no exterior

10 mitos sobre estudar no exterior

Andrea Tissenbaum

15 Novembro 2017 | 16h09

10 mitos sobre estudar no exterior | Foto: Pxhere, CCo License

10 mitos sobre estudar no exterior | Foto: Pxhere, CCo License

Fique atento aos mitos que cercam o tema estudar no exterior. Confira se os detalhes dessas “verdades” se aplicam a você.

Quando você compartilha a sua vontade de estudar no exterior, certamente deve ouvir um monte de opiniões a respeito do assunto. Algumas válidas, outras nem tanto.

É sempre bom prestar atenção para as pessoas que te cercam, elas conhecem você. Mas também vale a pena ficar atento aos mitos, “verdades” construídas que não necessariamente se aplicam a você e que precisam ser melhor exploradas, para evitar a derrubada dos seus planos.

Estudar fora pode não ser indicado para você, pelas mais diversas razões. Mas se a vontade existe, vale a pena encontrar respostas para as suas dúvidas.

Confira estes dez mitos muito comuns que ouvimos quando queremos estudar no exterior antes de tomar uma decisão precipitada e dizer não ao seu sonho.

1. As chances de eu ser aprovado em uma instituição de ensino internacional são mínimas, o processo é muito competitivo!
Sim, o processo de candidatura a uma instituição de ensino internacional é muito competitivo e envolve pessoas de todas as partes do mundo que, como você, também querem estudar fora. Mas isso não quer dizer que você não deve tentar. Até onde eu sei, quem quer de verdade, consegue. É claro que participar desse processo envolve planejamento, tempo e calma para fazer tudo que é solicitado. Assim como escolher uma universidade adequada ao seu perfil acadêmico, pessoal e financeiro. Explore bem todas as possibilidades, a oferta é enorme e se pesquisar bem, vai encontrar o que está procurando.

2. Estudar em outro idioma vai ser muito difícil
Não se você se preparar bem para fazer isso. O processo de estudar fora do Brasil começa bem antes da sua chegada no seu destino. Da mesma forma como você terá que se preparar para fazer o exame de proficiência no idioma em que vai estudar, pode fazer uma imersão antes da sua chegada. Leia livros nesse idioma, assista filmes sem legenda, faça aulas de reforço para se soltar. Não se esqueça que as universidades internacionais oferecem cursos de aprimoramento e que alguns começam antes das aulas terem início. Se o desafio fosse tão difícil, os milhares de alunos estrangeiros estudando em universidades internacionais não teriam sucesso em suas jornadas. Porque justamente você não poderia se juntar a esse grupo?

 3. A escolha da cidade não é importante
Essa afirmação é verdadeira para quem quer fazer uma pós-graduação, especialmente um doutorado. É que nesses casos, o programa do curso, linha de pesquisa e qualidade do corpo docente devem ser os fatores de maior relevância.
Nos outros casos, a escolha da cidade é muito importante, especialmente porque você tem um perfil e necessidades que não se encaixam em qualquer parte do mundo. Entenda bem que você é antes de tomar a sua decisão, tenha certeza de que a cidade onde quer viver sua experiência internacional atenderá o que está buscando. Fatores como o clima, custo de vida, tamanho, lazer e proximidade com outras cidades e países do mundo serão importantes no seu processo de escolha.

 4. Estudar fora é caro e é impossível conseguir uma bolsa
Manter o seu leque de opções bem aberto é fundamental. É verdade que em alguns países o custo de um curso pode ser impeditivo. Mas em outros, no entanto, o ensino é gratuito (ou quase gratuito), mesmo para estrangeiros.
Atualmente, a oferta de bolsas de estudo é imensa – governamentais e das próprias universidades, em todos os países. E de novo, se você não tentar vai ficar sem saber se conseguirá ou não ser contemplado com essa incrível oportunidade. Pesquise bem os sites das universidades, fique ligado em todas as oportunidades publicadas semanalmente aqui, no Blog da Tissen. Quem quer, consegue.

 5. Vou ficar muito sozinho, não vou saber lidar com as saudades
Sentir saudades é normal. Quem já estudou no exterior sabe disso e não nega o fato. Mas isso não é ruim. É na falta que descobrimos quem somos e podemos nos identificar com as nossas origens e cultura. Você não vai ficar sozinho, ao contrário, vai conhecer muita gente de várias partes do mundo e fazer amizades incríveis. Além disso, a comunicação hoje é fácil demais e você poderá falar com a sua família e amigos com frequência. A saudade acontece na partida e no retorno. Como não sentir falta da experiência maravilhosa pela qual acabou de passar?

 6. Não vou me adaptar, não vou me ajustar à vida fora do Brasil
Porque não? Entenda que o simples fato de você estar por conta própria facilitará esse processo. É, vai ter que lavar suas roupas, arrumar seu quarto ou sua casa, talvez até aprender a cozinhar. Talvez também precise ajustar alguns comportamentos – vai chegar em uma nova cultura e deve fazer isso com cuidado. Mas essas mudanças são positivas e acontecem rapidamente, sinais de independência e autonomia.

 7. Vou atrasar minha formatura
Essa é uma afirmação muito comum antes da partida. No entanto, ela certamente não será repetida por você no retorno. Estudar fora do Brasil é uma experiência que vai ampliar os seus horizontes, os ganhos são imensos. Você vai adquirir um jeito mais global de ser, ganhar fluência em um outro idioma, criar uma rede de relacionamentos internacional. Vai crescer como pessoa e como profissional. Não há como pensar que a experiência de estudar fora do país pode trazer algum atraso para a sua vida. Só há  vantagens, pergunte a quem já foi.

 8. O mercado de trabalho não valoriza a experiência internacional
Ao contrário, a experiência internacional é altamente valorizada, pelos mais variados motivos. Vai aprender como funciona o mercado global e o que é preciso para atuar nele. Além de todos os benefícios citados até agora, vai adquirir competências como compreensão, empatia, capacidade de relacionamento com outras culturas, inteligência emocional e versatilidade. E esses são exatamente os soft skills que os empregadores buscam em um bom profissional.

9. Se eu viajar com frequência não preciso estudar no exterior
Estamos falando de duas coisas bem diferentes. Viajar é uma delícia e certamente expõe você ao mundo e ao que o mundo oferece. Quem viaja muito amplia seu repertório cultural, refina seu olhar e seus gostos, isso é inegável. No entanto, viagens tendem a ser curtas e não expõe você à imersão que estudar fora oferece. Viver em um outro país, por um tempo prolongado, convivendo com pessoas de várias partes do globo, falar outro idioma o dia todo, estudar e aprender novos códigos é bem diferente de viajar. Por que pensar que uma experiência pode substituir a outra?

 10. Estudar fora é para jovens
Não acredite nisso! Não tem idade certa para estudar no exterior, a experiência é sensacional, não importa a sua idade. Hoje, ao redor do mundo, há milhares de estudantes internacionais de todas as faixas etárias. Pessoas que, como você, estão começando uma carreira, querem mudar de profissão, se especializar, aprender bem um idioma ou se desenvolver melhor em um interesse ou área específica. Porque essa experiência não poderia ser boa para você também?

Agora só falta você repensar os mitos que anda ouvindo por aí e tomar a sua decisão.

Andrea Tissenbaum, a Tissen, escreve sobre estudar fora e a experiência internacional. Também oferece assessoria em educação e carreiras internacionais
Entre em contato: tissen@uol.com.br

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