Como vencer as dificuldades no aprendizado do inglês

Como vencer as dificuldades no aprendizado do inglês

Berlitz Brasil

15 Setembro 2017 | 12h50

 

 

 

Luiz Chantre

Quando decidimos aprender qualquer coisa é preciso ter em mente que aprender requer esforço e  depende muito da disciplina e da força de vontade do aluno. Então, quando a decisão é de aprender um idioma, é fundamental  participar ativamente de todo processo, com dedicação, persistência e coragem.

E por falar em coragem, entre os desafios na aprendizagem do inglês está o de vencer a timidez ou a falta de segurança. Se  a pessoa tem medo de ousar, de errar, de tentar falar e escrever no idioma novo, geralmente, é porque não se sente acolhida  no curso. Em cursos de idiomas é  importante proporcionar  um ambiente risk free (livre de riscos), onde o aluno pode ousar e experimentar. Às vezes, o medo do aluno é de ser ridicularizado perante os colegas ao cometer um erro. É preciso mudar esse status quo, pois o erro é amigo do aprendizado. Desde pequenos, nosso cerebelo corrige o equilíbrio; ao darmos os primeiros passos, caímos, sentamos, levantamos e repetimos isso até não cometermos mais os mesmos erros.

Por isso é necessário encorajar o aluno a não ter receio de errar. Quanto mais se erra,  tentando o novo, mais circuitos neuronais são disparados; e quando se consegue corrigir um erro, o aprendizado é recompensador. O professor tem que ser treinado para saber como reagir ao erro. Se ele demonstra “linguagem corporal” agressiva, negativa, ameaçadora ou reprovadora, ele transmite uma mensagem de que o erro não é bom e deveria ser evitado. É preciso  reagir com positividade e incentivar o aluno a tentar novamente e treinar a forma correta. E é recomendável que  use o idioma em vários momentos com várias pessoas, sempre tentando ousar, utilizando algo novo que tenha aprendido, incorporando ao seu vocabulário expressões que considere interessantes e que goste de usar.

Os pais também têm papel fundamental no suporte do aprendizado. Podem ajudar corrigindo, praticando e se divertindo com as atividades de seus filhos. O encorajamento e a atenção são indispensáveis para que o aluno sinta seu esforço recompensado.

Agora, vale ressaltar que a aprendizagem do inglês com relação à escrita é mais difícil do que a fala porque o cérebro já tem em  seu arcabouço de memória um conjunto de símbolos, que ele aprendeu e associou às sonoridades específicas da língua materna.

Então, embora a escrita possa ser mais difícil do que a fala, ainda há  uma dificuldade imensa dos alunos brasileiros com relação à pronúncia da língua inglesa. Há fonemas em inglês que não existem em português e que, como o aluno nunca ouviu, poderá ter dificuldade em reproduzir o som. Alguns exemplos: o Schwa – apple (maçã), e o th – think (pensar), thought (pensamento).

Aconselha-se atenção nas aulas, dedicação ao estudo, usar música, livros, vídeos, e levar o idioma ao seu dia a dia; fazer o que se gosta usando o inglês. O que se faz em inglês fora da aula pode ser mais importante do que a aula em si, pois o aprendizado depende muito mais do aluno do que do local onde estuda. O aluno precisa estar pronto para iniciar uma jornada no aprendizado, dedicar tempo, atenção e disciplina para alcançar êxito. Ter o que chamamos de growth mindset (mentalidade de crescimento), focar energia e acreditar que consegue. Se ao encontrar uma dificuldade no aprendizado, ele simplesmente decidir “desistir”, não chegará a lugar algum.

Muitos alunos abandonam os cursos nos níveis intermediários. Nestes níveis, o ganho que o aluno tem versus o esforço que precisa  fazer para melhorar parece injusto. O aluno deve colocar minimetas, milestones para perceber   que o aprendizado pode  ser tangível; e sentir  o que chamamos  sense of achievement (sensação de dever cumprido). Muitos alunos desistem dos cursos por falta de recursos financeiros, falta de tempo para se dedicar, estresse pela cobrança de resultados, etc. Raramente percebemos  desistem de cursos por não “conseguirem” aprender o idioma.

O que ajuda hoje é que temos soluções de cursos para todas as necessidades. É possível estar em um navio e, com a ajuda da internet, fazer uma aula ao vivo pelo computador, com um professor. Há plataformas online para exercícios com aulas por Skype, telefone, em grupo, individual. Contudo, são modalidades de estudo, o método de ensino não necessariamente muda de acordo com a plataforma. O Berlitz, centro de idiomas centenário, tem aulas para todas as necessidades e gostos. Enfim, basta querer para aprender.

 

*Luiz Chantre é Supervisor de Instrução do Berlitz Brasil e pós-graduado em “Neurociência Aplicada à Educação” pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo