Bilinguismo: quanto mais cedo, melhor!

Bilinguismo: quanto mais cedo, melhor!

Berlitz Brasil

30 Agosto 2017 | 11h30

 

 

 

 

 

*Rosemary Paulon

A primeira infância, do nascimento até os primeiros cinco anos de vida, é um período  marcado por intenso processo de desenvolvimento. É uma fase determinante para a capacidade cognitiva e a sociabilidade, pois o cérebro absorve facilmente todas as informações que chegam até ele. Segundo especialistas, as crianças nessa fase precisam de oportunidades e estímulos, para que possam desenvolver cada uma de suas aptidões.

No entanto, muitos pais consideram que o aprendizado de um segundo idioma na infância pode acarretar atraso no desenvolvimento da comunicação de seus filhos.  Pesquisas mostram que as crianças são muito receptivas ao aprendizado de um segundo idioma. A pronúncia e a fluência evoluem naturalmente, permitindo um excelente aproveitamento.

Segundo especialistas na área, as crianças que são expostas desde muito cedo a dois idiomas apresentam vantagens sobre as que falam apenas um idioma. O bilinguismo tem efeitos positivos no desenvolvimento intelectual e em outros aspectos da vida da criança. Sejam bilíngues ou multilíngues, elas obtêm excelentes resultados em seu desempenho na escola, na elaboração de testes, admissões em faculdades, e consequentemente, em suas carreiras profissionais.

Quanto mais cedo iniciar o contato com outro idioma, melhor. O aprendizado se torna natural e espontâneo por fazer parte do seu processo de desenvolvimento e é percebido como mais uma característica do ambiente a seu redor.

Acreditar que o bilinguismo atrapalha na formação da criança é um mito. Ele não representa nenhum risco que possa acarretar danos ao  processo de desenvolvimento linguístico, pois tudo depende da forma como o idioma é apresentado. Para que o processo alcance seus objetivos, a segunda língua deve ser apenas um fator de estímulo. Aos poucos, ela irá se familiarizando com a nova linguagem até conseguir se expressar verbalmente – sem inibições, bloqueios ou tensões, comuns em outras faixas etárias.

 

*Rosemary Paulon é diretora de Kids do Berlitz Brasil