Quanto antes aprender inglês, melhor

Quanto antes aprender inglês, melhor

Do Colégio

23 Setembro 2015 | 07h00

O inglês não é o idioma mais falado no mundo… mas é o mais importante. Perdendo em número de pessoas que o dominam para o mandarim e o hindi, cujo volume de falantes na China e na Índia perfazem números enormes, a língua de William Shakespeare pode ser considerada a oficial do planeta.

A importância é tal que saber o idioma deixou de ser um diferencial em muitas partes do mundo, como no Brasil, e se tornou parte básica no currículo de qualquer profissional. Para facilitar o aprendizado, obter conhecimento do inglês cada vez mais cedo é essencial.

Estudos afirmam que a melhor época para se aprender uma língua estrangeira é a infância. Quanto mais cedo os estudos em idiomas começarem, maiores serão a facilidade, capacidade de aprendizado e os benefícios futuros. O colégio Aprendendo a Aprender tem percebido isso na prática. Na escola o idioma já entra na grade, como oficinas, aos 3 anos de idade. Mas aí está um ponto crucial: como ensinar. Isso pode fazer toda a diferença, já que, neste caso, lida-se com crianças bem pequenas.

Alunos do Aprendendo a Aprender exercitam o inglês em grupo. Foto: Divulgação.

Alunos do Aprendendo a Aprender exercitam o inglês em grupo. Foto: Divulgação.

Por meio período, todos os dias do ano letivo, as atividades são ministradas por um professor bilíngue, que utiliza somente a língua inglesa para se comunicar com as crianças. Desta forma, os cerca de 180 alunos do colégio, do berçário ao o 6º ano do Fundamental I, têm contato diário e direto com o idioma, o que acelera e facilita o aprendizado.

Todo ano é escolhido um tema atual para o projeto. Por exemplo, em 2015 foi selecionado o livro “It´s okay to be different”. Após a leitura do livro, são utilizados, em diferentes modalidades da oficina, bonecos de inclusão, que auxiliam a interação dos alunos com a língua. Estes bonecos representam algumas das etnias existentes no mundo. Com eles as crianças aprendem, em inglês, as características que as diferenciam uma das outras. Também é confeccionado um álbum dos alunos com estes bonecos, para ser preenchido aos finais de semana.

Aluno do Aprendendo a Aprender com os bonecos de inclusão. Foto: Divulgação

Aluno do Aprendendo a Aprender com os bonecos de inclusão. Foto: Divulgação

Segundo Carol Ferraz, diretora do colégio Aprendendo a Aprender, a evolução das crianças é gradativa e deve ser incentivada. “Primeiro surgem palavras soltas, cores, números e nomes de alimentos, por exemplo. Depois as crianças começam a formular pequenas frases e, na sala de aula, passam a se comunicar em inglês, rotineiramente. Essa evolução é gradativa e precisa que ser encorajada pelos pais”, esclarece.

Ao mesmo tempo, segundo Carol, é preciso respeitar o tempo de aprendizado de cada criança; dessa forma, a rotina de aquisição da nova língua não irá se tornar uma obrigação e, assim, desinteressar a criança. “Não se pode impor o aprendizado. Temos que respeitar o tempo dos alunos e tornar o estudo do inglês algo prazeroso. É necessário ficar atento para que isto ocorra de maneira natural e que se desperte o desejo de aprender, sem cobranças. As crianças tendem a aprender com mais facilidade em situações em que possam experimentar a novidade”.

Outro ponto a ser destacado no ensino do inglês para as crianças é o estimulo que essas aulas promovem para outras disciplinas. Quando um pequeno aluno estuda outro idioma, ele estimula as suas funções cognitivas, o que, consequentemente, facilita o aprendizado de outras matérias. Ou seja, aprender inglês é essencial e… quanto antes começar, melhor.