Prevenção às drogas também se aprende na escola

Do Colégio

09 Dezembro 2015 | 12h10

O consumo de drogas aumenta em todo o mundo. Isso não é novidade. Ao contrário, é algo que tem afligido sobremaneira a sociedade. É claro que a responsabilidade de conscientização dos jovens é de seus pais. Mas a escola pode, e deve, participar.

É fundamental que as escolas optem por trabalhar a prevenção para que seus alunos evitem esse caminho. O Aprendendo a Aprender aposta em uma parceria com a Polícia Militar do Estado de São Paulo, via Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, o Proerd.

Adotado na escola em 2006, o Proerd tem caráter social preventivo. Policiais militares desarmados atuam em conjunto aos alunos do 5º ano do Ensino Fundamental. Com esforço cooperativo entre a PM, o colégio e a família, são realizadas atividades educacionais para promoção de potencialidades das crianças, ajudando a preparar para o futuro uma geração consciente do exercício de sua cidadania.

“Dizer não às drogas e à violência começa com orientação, com o conhecimento, com o apoio da família, da escola e dos amigos”, opina a diretora Carol Ferraz.

As atividades do Proerd são desenvolvidas dentro e fora da sala de aula e atendem a alunos, professores e responsáveis pelos estudantes. O sucesso da iniciativa se deve, principalmente, à integração entre as Secretarias de Segurança e da Educação do Estado, com a presença de policiais militares devidamente especializados para atividades dentro do ambiente escolar.

Em 8 de dezembro, alunos do Aprendendo se formaram no Proerd. Seis estudantes, na faixa dos 10 anos de idade, participaram do projeto por seis meses. Todos receberam os seus certificados. A comemoração aconteceu no Anfiteatro do SESC Pinheiros, com a presença de representantes da PM e alunos de outras escolas.

Origem do Proerd

O Proerd é uma adaptação do programa norte-americano Drug Abuse Resistence Education – DARE, criado em 1983 pela professora Ruth Rich, em conjunto com o Departamento de Polícia de Los Angeles. Atualmente está nos cinquenta estados americanos, além de 58 países. No Brasil, foi implantado em 1992, pela Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro, e hoje é adotado em todo o País.