Berçário com ambiente hospitalar? Sim, é obrigação

Berçário com ambiente hospitalar? Sim, é obrigação

Do Colégio

08 Setembro 2015 | 14h18

Não é de hoje que a procura por berçários ou pela chamada Educação infantil só cresce no Brasil. Além da preocupação educacional e motora, mães e pais têm uma necessidade prática: precisam deixar os filhos em algum local seguro e bem cuidado, enquanto trabalham. Mas onde? E o que observar ao escolher um local para que o bebê ou criança passe a maior parte do dia?

A tarefa não é simples. A questão financeira pesa, não há dúvida, assim como a distância do trabalho ou de casa, especialmente em cidades como São Paulo, em que o tráfego trava qualquer iniciativa que demande carro ou transporte público. Mas é preciso que pais e responsáveis fiquem atentos a quesitos que são decisivos para um bom atendimento infantil.

É claro que a creche ou escola deve se preocupar com higiene. Outro pré-requisito é ter funcionários capacitados. Mas é preciso ir além. Hoje em dia é obrigatório verificar se o local segue padrões hospitalares.

Pode parecer estranho pensar em um ambiente hospitalar para o local onde as crianças vão se divertir e aprender. Mas elas também vão conviver com outras crianças e com adultos (as chamadas “berçaristas”), por um longo período do dia, muitas vezes maior do que o tempo em casa. Por isso, todo preocupação é pouca.

Foto: Daniel Guimarães

Foto: Daniel Guimarães

Este terceiro olhar já não é novidade para alguns pais ou responsáveis. E isso tem feito com que os ambientes se tornem muito melhores para crianças. A demanda tem forçado que as instituições se adequem à preocupação, o que é muito bom.

“O Colégio Aprendendo a Aprender recebeu assessoria do médico pediatra do hospital Albert Einstein José Gabel, que analisou as práticas utilizadas em todos os setores, aprovando as corretas, mudando conceitos e dando diretrizes seguras, que constituíram em um Manual de Procedimentos, para nossas professoras e demais funcionárias”, afirma Adriani Escudero Magalhães, coordenadora da escola”.

A diferença é nítida. Nessa espécie de “cartilha” está indicado como o profissional deve se portar: lavar as mãos corretamente, como fechar a torneira etc… tudo com o intuito de evitar a contaminação das crianças com alguma bactéria ou vírus.

Foto: Daniel Guimarães

Foto: Daniel Guimarães

 

Por seguir padrões hospitalares, o berçário procurado pelos pais deve ter:

  • Paredes acetinadas para evitar o acúmulo de bactérias.
  • Banheira higienizada com álcool 70º após cada banho.
  • Trocas de fraldas antecedidas por um procedimento de desinfecção com álcool 70º.
  • Lençóis descartáveis e luva cirúrgica.
  • Berço exclusivo para cada bebê, que pode ser decorado pelos pais, dando um toque pessoal ao espaço em que seu filho vai ficar.
  • Berçaristas que realizam treinamento de primeiros-socorros anualmente.

 

 

“É claro que é preciso caprichar no atendimento. O bebê em um berçário deve ser preparado para sentar e engatinhar, para somente depois andar. Tudo isso irá fortalecer sua musculatura até que se desenvolva. Mas nada vale tanto quando ter a tranquilidade de oferecer uma estrutura adequada”, finaliza Adriani Escudero.