Vamos apostar na boa gestão: ela é fundamental para que a escola cumpra o seu papel de ensinar
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Vamos apostar na boa gestão: ela é fundamental para que a escola cumpra o seu papel de ensinar

Qualquer que seja o modelo de ensino adotado por uma escola, ele tem que funcionar. E, para que isso aconteça, uma gestão eficiente é imprescindível

Ana Maria Diniz

10 Agosto 2017 | 09h08

Esta semana estou começando um módulo sobre gestão no curso de mestrado de Educação Integral e Autoconhecimento para o Educador no Instituto Singularidades. Esse assunto, que parece árduo e, talvez, meio chato, é fundamental para que a escola cumpra a sua razão de existir: fazer com que os alunos aprendam.

Vamos relembrar qual é a real razão de ser de uma escola? Ela é necessária porque existe o pressuposto de que precisamos de um ambiente controlado, dedicado ao propósito de ampliar os horizontes e o conhecimento de crianças a partir de seus 4 anos, influenciando sua maneira de agir no mundo diante de regras sociais desejáveis. Acredita-se que se esses mesmos alunos ficassem em casa ou na rua brincando, ou em qualquer outro lugar, sem estar num ambiente que tivesse a intencionalidade de lhes ensinar, eles não aprenderiam coisas fundamentais para uma vida adulta com sucesso.

Hoje se discute muito sobre o modelo de escola ideal. Muitas escolas (graças a Deus!) têm questionado a pedagogia adotada e a capacidade de manter o aluno engajado e interessado. Eu mesma já escrevi muito sobre esse tema neste espaço. Mas o fato é que, seja lá que modelo for, ele tem que funcionar! E para funcionar tem que ter gestão eficiente.


O primeiro ingrediente para uma escola funcionar bem é entender seu propósito e estabelecer uma meta quantitativa e qualitativa para garantir que todas as crianças aprendam. O segundo é escolher uma equipe capaz de entregar o resultado desejado da forma certa, isto é, respeitando a cultura e os valores da casa. Para isso, é fundamental estar consciente desses valores e também da cultura desejada.  A intencionalidade e a cultura são a alma da escola!

Por fim, o terceiro ingrediente é fazer uma distinção clara entre o papel de gestão, regras, processos, avaliações de resultado e o papel de liderança da equipe gestora da escola. A questão da gestão em si se faz com instrumentos, sistemas e disciplina. A segunda parte, a da liderança, é mais sutil. Nesse caso, é preciso ler o contexto sempre, entender o que está acontecendo nas relações entre as pessoas – professores, coordenadores, alunos e pais – que deveriam, de alguma forma, participar ativamente do ambiente escolar. Essa leitura de contexto deve ter espaço para ser discutida e corrigida periodicamente.

Esta semana, o Governador Geraldo Alckmin lançou o programa Gestão em Foco nas escolas da rede paulista. Este é um programa que vai contemplar este ano 1 082 escolas estaduais e, até 2019, todas as 5 200 escolas do Estado. O programa é simples: basicamente, direciona todas as ações da escola ao aprendizado dos alunos, relembrando a todos os professores, coordenadores, diretores e supervisores que eles estão lá para garantir que os alunos aprendam.

Trata-se de um back to basics. Cada um no ecossistema escolar passa a ter uma meta muito clara a ser atingida, que deverá ser arduamente perseguida, garantindo que 1 milhão de alunos de ensino fundamental e médio elevem substancialmente o seu nível de aprendizado.

O primeiro teste do programa, feito na regional Leste 4, mostrou resultados animadores para as 77 escolas contempladas: elas obtiveram notas 15% maiores, em média, do que as outras escolas do sistema.

Vamos apostar na boa gestão: ela é fundamental para que a Educação cumpra o seu papel!

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