Pokémon Go e Educação: preparem-se, muita coisa vai mudar
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Pokémon Go e Educação: preparem-se, muita coisa vai mudar

O sucesso do aplicativo que arrasta multidões às ruas é só o começo de uma grande transformação que está por vir, uma mudança que vai afetar de forma decisiva o jeito de ensinar e, principalmente, de aprender

Ana Maria Diniz

21 Julho 2016 | 14h48

Há dois tipos de fenômeno: os descartáveis, que causam um alvoroço durante um tempo, mas logo caem no esquecimento, e os transformadores, que se perpetuam mesmo depois de passado o frenesi, desencadeando mudanças que afetam para sempre o nosso modo de pensar, de agir e, enfim, de viver.

O Pokémon Go, o aplicativo que levou inacreditáveis 65 milhões de americanos às ruas, em um único fim de semana, para capturar monstrinhos do mundo virtual inseridos no mundo real, com certeza pertence à segunda categoria.

É quase impossível imaginar que o mundo continuará exatamente o mesmo depois do que aconteceu! E não vai.

 


augmented-reality

 

Mais que uma jogada de marketing incrível, uma sacada genial ou um sucesso comercial meteórico –sim, o jogo é tudo isso, ou mais!-  o Pokémon Go representa a chegada de uma nova força disruptiva há tempos prevista e aguardada, mas que não tinha as condições necessárias para se alastrar e  se impor. No caso, a tecnologia de realidade aumentada.

Estamos no tipping point, no ponto de virada. Não tem volta!

A partir de agora, agregar informações digitais à realidade para criar um mundo híbrido, onde os elementos virtuais e reais se entremeiam e se mixam, deixará de ser uma coisa cara, de nicho, para se tornar cada vez mais barata e acessível ao grande público.

De acordo com as previsões do último relatório da Goldman Sachs, publicado em janeiro deste ano, isso acontecerá em breve.

As expectativas são de que muita coisa vire do avesso com a novidade. Inclusive a Educação.

Como? Ainda não conseguimos prever!

Imagine uma aula sobre Pré-História em que o professor conduz os alunos a um cenário virtual que replica à perfeição o período Jurássico, quando viveram os dinossauros. Ao caminhar pelo ambiente os estudantes podem comparar seu tamanho com os dos animais ao mesmo tempo que sentem seu cheiro e sua textura. Essa experiência de aprendizado terá um valor incalculável e será muito mais atraente.

A realidade aumentada já é usada em algumas poucas escolas e universidades de forma simples e pontual, com softwares ainda limitados. Em algumas faculdades de Medicina, por exemplo, recursos de RA incrementam aulas de anatomia, tornando possível enxergar os órgãos humanos em todos os seus ângulos e dimensões.

Os desdobramentos dessa nova realidade que começa a se desenhar  são impossíveis de mensurar na Educação. Estamos apenas no começo.

Mas estou otimista.  Tenho certeza que recursos de realidade aumentada só vão contribuir para deixar a Educação mais interessante, instigante e atraente daqui para frente.

São coisas como essas que precisamos para engajar os jovens no prazer de aprender e na busca por conhecimento.

É esperar para ver!

O relatório da Goldman Sachs está disponível no link:

http://www.goldmansachs.com/our-thinking/pages/technology-driving-innovation-folder/virtual-and-augmented-reality/report.pdf