Menos fronteiras, mais diálogo

Menos fronteiras, mais diálogo

Colégio Albert Sabin

26 Janeiro 2016 | 12h47

Quando se discute o papel da escola e da família na educação de crianças e jovens, é difícil chegar a um consenso sobre as atribuições de cada um. Ainda assim, apesar das diferenças de expectativas entre pais e equipe pedagógica, ambos parecem concordar que essa relação deve priorizar o diálogo e a cooperação, em vez de estabelecer fronteiras.

A diretora pedagógica do Colégio Albert Sabin, Giselle Magnossão, acredita que as fronteiras entre escola e família são um entrave ao processo educacional. “À escola, incialmente, cabe a escolarização, mas Educação é um conceito bem mais amplo: diz respeito a aprendizados de natureza diversa, não apenas ao que está nos livros e currículos. É a formação integral do indivíduo – intelectual, moral, emocional, social – e envolve, necessariamente, a família. Assim, deve existir interseção, uma área em que escola e família se encontram e, idealmente, cooperam”, explica.

“É o que acontece no Albert Sabin, que não poupa esforços para promover espaços de aproximação com as famílias, pois acredita na importância de criar um ambiente em que o diálogo exista e, mais que isso, que seja estimulado. Para nós, são fundamentais as reuniões de pais que acontecem no início de cada trimestre e os encontros que realizamos com cada família individualmente, sempre que necessário”, afirma a diretora.

xadrez de chocolate 2015

Além disso, o Sabin também promove, regularmente, aulas abertas e apresentações artísticas e esportivas dos alunos. Enquanto as apresentações – de Teatro, de Coral, de Esportes, e em datas comemorativas – mostram parte do resultado do trabalho educacional, as aulas abertas permitem que os pais tenham um novo olhar sobre o processo desse trabalho, a relação entre alunos e professores, entre alunos e colegas, entre alunos e a escola em si.

Em ambos os casos, o intuito é que pais e mães se sintam acolhidos e convidados a participar de um processo que continua em suas casas, no acompanhamento da lição de casa, dos canais de comunicação do Sabin, nas conversas familiares à mesa do jantar, e, na verdade, em todos os momentos da vida, já que a Educação vai muito além dos assuntos escolares.

mostra cultural 2015

Fabíola Campos Ribeiro, mãe de Isabella Marti, aluna da 2ª série do Ensino Médio, e de Gael Campos Ribeiro, do 6o ano do Ensino Fundamental, aprova a relação de parceria que o Albert Sabin cultiva com as famílias dos alunos: “Nós temos bastante espaço para dialogar com os professores e a equipe pedagógica e participar da educação de nossos filhos. Apesar de ser um Colégio grande, há uma ligação muito forte com cada família, os professores conhecem bem os alunos e sabem quem são os pais. Além das reuniões mais abrangentes, para toda a sala, temos conversas particulares sempre que eles sentem que alguma coisa pode prejudicar o rendimento do aluno. Eles não deixam virar um problema, fazem uma abordagem preventiva. Sinto como uma divisão de responsabilidades. Como mãe, levo minha ‘lição de casa’ para ajudar meus filhos”.

“Se educar pressupõe oferecer exemplos e ensinar valores, somente afinando nossos valores e nosso entendimento sobre quais exemplos queremos passar para nossos filhos e alunos – em casa, na escola, na sociedade – é que poderemos ser bem-sucedidos na tarefa. É por isso que, antes de estabelecermos fronteiras, sempre preferiremos estabelecer parceria e diálogo”, finaliza Giselle Magnossão.