Fast Fashion + Mercados Emergentes

Estadão

16 Fevereiro 2010 | 18h54

Olá!

Decidi fazer este post sobre um assunto que aparece constantemente nas discussões sobre tendências para o mercado de moda pós-crise.
A grande tendência é acessibilidade.
Muitas marcas como Dolce and Gabanna, Commes des Garcons e Marc Jacobs, estão produzindo linhas Ready-to-Wear que são vendidas em lojas próprias para esse segmento, separado da linha principal.
Então, a nova onda é combinar peças luxuosas com peças acessíveis, como por exemplo a bolsa Kelly da Hermés com uma camisetinha Comme des Garçons Black.

Outra forte tendência nesse mercado é a expansão em mercados emergentes. A China que até pouquíssimo tempo atrás era vista como grande fornecedora de mão-de-obra para esse mercado, é agora vista como um potencial mercado consumidor. A Prada, por exemplo, lançou uma loja “flagship”em Beijing.

Em linha com esse tema, aproveito para postar o segunda parte da minha entrevista com Maria Eugenia Giron:

Camila: Como você vê a crescente tendência de marcas de moda de alto luxo fazendo produtos e linhas acessíveis?
Maria Eugenia: Uma das reações à crise nessa indústria foi a criação de linhas ready-to-wear como segundas linhas a preços mais acessíveis.

Camila: Comente sobre a estratégia de internacionalização de algumas marcas de luxo em países em desenvolvimento. Como o mercado brasileiro é visto em termos de potencial de crescimento e oportunidades de investimento?
Maria Eugenia: Estudos mostram que o crescimento dessa indústria virá de mercados como a China, por exemplo. O crescimento anual esperado é de mais de 10%. Resultando em marcas de luxo aumentando a presença nesses mercados. Com relação ao Brasil, é um fato que ainda possui altas barreiras de entrada para produtos internacionais como jóias.

Camila: Com esta crescente tendência de responsabilidade social corporativa, como empresas de luxo estão reagindo (ou pré-agindo) em rumo a balancear lucros, reputação e responsabilidade social / ambiental?
Maria Eugenia: Ser responsável e consciente sobre meio ambiente e pobreza é uma lucrativa estratégia tendo em mente que consumidores estão ficando mais interessados nessas dimensões. A tecnologia está fazendo com que isso seja possível, permitido as marcas de luxo a fazerem marcas mais sustentáveis.