STEM ou STEAM na escola. Isso está virando moda?
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STEM ou STEAM na escola. Isso está virando moda?

Newton Campos

19 Dezembro 2017 | 02h35

Estava navegando pela internet há pouco, lendo conceitos de STEAM, quando me deparei com um vídeo recente de 5 minutos, de uma pequena grande escola do Rio de Janeiro chamada ORT. O vídeo, lançado em Outubro de 2017, ainda não chegava a alcançar 300 vizualizações no Youtube quando consultado em Dezembro de 2017. Ou seja, não foi muito além de sua própria comunidade.

Tive o enorme privilégio, há mais de 20 anos, de ser um destes alunos retratados no vídeo, usufruindo das maravilhas da educação técnica (ou tecnológica). O resumo da minha experiência na escola continua atual: aprender a fazer fazendo. Ficávamos horas escrevendo software no laboratório da escola ou em casa, muito antes das palavras Nerd ou Geek virarem significado de algo bom, divertido ou admirável.

Criado há mais de 100 anos e presente em dezenas de países, o grupo de escolas e universidades ORT tinha e continua tendo o objetivo de colocar os jovens – em grande parte membros da comunidade judaica – no radar do mercado de trabalho desde sua mais tenra idade. No início era uma espécie de seguro contra o desemprego. E isso tem sido feito há muito tempo, tanto que a escola chegou a ser citada nos livros de Albert Einstein como exemplo na apresentação das tecnologias aos jovens, ainda no começo do século passado.

Quando estudei lá, no início dos anos 1990, a expressão STEM ainda não era utilizada. Hoje, o acrônimo é usado crescentemente em todo o mundo, cada vez mais com um “A” adicional. Mas o que significa STEM? STEM É um acrônimo que significa Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática (“Science, Technology, Engineering and Math” em inglês), ou seja, um conjunto de conhecimentos técnicos que são essenciais para os jovens que queiram conseguir uma boa posição no mercado de trabalho. No STEAM com “A”, adiciona-se Arte ao termo, incluindo uma espécie de “sensibilidade” necessária para fazer uma lógica matemática tornar-se mais humana.

Hoje, diferentes estudos indicam que milhões de pessoas serão necessárias para manter uma sociedade cada vez mais dependente do hardware e software à nossa volta. Assim, a inclusão ou o reforço do STEM ou STEAM no currículo das escolas e das famílias terá cada vez mais relevância. O STEM não é moda, vejo o STEM como uma espécie de linguagem humanoide essencial, que nos permite interagir com a natureza de uma forma única, não apenas científica, mas principalmente emancipadora.

Sinto saudades daquela época? Sim, sempre sinto, mas tanto do passado como do futuro.